Mostrando postagens com marcador BLABLABLÁ BÁSICO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BLABLABLÁ BÁSICO. Mostrar todas as postagens

O que significa o resultado positivo?














Caso você tenha um primeiro resultado positivo, você terá direito de fazer uma segunda coleta de sangue para confirmação do diagnóstico de soropositividade. Se sua primeira testagem for negativa, e não estando no período de janela imunológica, ou seja, caso não tenha praticado ou sofrido comportamento de risco até UM MÊS antes do teste, você, provavelmente, não está infectado, mas só uma segunda coleta confirmatória lhe dará maior certeza.

Se você recebe um resultado negativo significa que você não entrou em contato com o HIV, desde que tenha adotado corretamente as medidas preventivas para o ato sexual e/ou para outras situações de potenciais riscos: uso de drogas, recepção de sangue, por exemplo. Caso tenha adotado ou sofrido comportamento de risco, mesmo com o resultado negativo, você pode estar em período de janela imunológica: quando o corpo ainda está produzindo anticorpos contra o HIV que não estão em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Além disso, o resultado do teste, sendo negativo, não significa que você é imune ao vírus, portanto, continue se protegendo da infecção por HIV.

Após duas coletas de sangue, o resultado positivo, conclusivo, indica que você possui anticorpos contra o HIV e está infectado. Um profissional lhe dará o resultado e informará a você onde conseguir serviços de saúde e apoio emocional.

Receber o resultado positivo não significa que você tem AIDS. Muitas pessoas que recebem o resultado positivo do teste anti-HIV vivem bem e com boa saúde por anos e nem todos os recém- diagnosticados necessitam começar imediatamente o tratamento anti-HIV (terapia anti-retroviral). Lembre-se de que a AIDS é uma doença de evolução demorada e também um processo lento cuja progressão para a morte é marcada por uma série de doenças, denominadas infecções oportunistas.

O teste anti-HIV Testagem Anônima
Você pode e tem o direito de fazer o teste anti-HIV de forma anônima e gratuita e o ideal é que faça um primeiro teste para certificar-se de sua sorologia. Para a realização do teste gratuito, existem os centros de testagem e aconselhamento (CTA). Os centros de testagem e aconselhamento têm como objetivo atender todo e qualquer cidadão com dúvidas em relação a sua condição sorológica para o HIV. Tais centros são unidades de saúde que oferecem o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV, de forma gratuita, atendendo a demanda tanto espontânea quanto provocada. O sigilo e o aconselhamento pré e pós-teste são oferecidos nestas unidades que podem contar com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos que acompanham a pessoa antes e depois da testagem.

Na primeira coleta de sangue, dois tipos de testagem são realizados: ELISA 1 e ELISA 2. Já na segunda coleta, para confirmação de resultado positivo anterior, realiza-se mais dois tipos de testagem, desta vez, o “Western Blot” e a “Imunofluorescência”. Após duas coletas com resultados positivos, o que confirma um diagnóstico de infecção por HIV, ou duas coletas com resultados negativos, você não poderá ficar indo sempre ao centro de testagem quantas vezes quiser para acreditar no resultado positivo ou no negativo. Pois, o segundo resultado positivo na segunda coleta confirma o diagnóstico e o segundo resultado negativo também na segunda coleta confirma a não infecção. Então, o ideal e correto, é você passar a se prevenir, de modo a não ficar recorrendo sempre aos testes que são anônimos e gratuitos.

Leia mais O teste anti-HIV Onde fazer o teste anti-HIV?
Você pode solicitar o teste anti-HIV no consultório de seu médico, mas também pode ser realizado sem prescrição médica em diversos serviços de saúde pública e nos centros de testagem e aconselhamento (CTA). Aqui no Brasil, você pode saber os locais de testagem anônima e gratuita navegando pelo site do Ministério da Saúde: . Clique em prevenção, depois em teste de AIDS, ou faça uma busca com a palavra CTA.

O resultado do teste nos serviços públicos, em média, está disponível entre três e quatro semanas após a coleta de sangue. Na rede particular o tempo é menor. O teste anti-HIV mais comum é o exame de sangue. Entretanto, já existem novos testes que podem detectar anticorpos contra o HIV, na saliva e na urina (testes rápidos). Mas estes testes não estão disponíveis no Brasil para a população em geral.

O teste anti-HIV O que é o teste de HIV (anti-HIV)?

O teste anti-HIV indica se a pessoa está infectada, ou não, com o vírus da imunodeficiência humana, que causa a AIDS. Este teste detecta os anticorpos contra o HIV que são produzidos pelo nosso corpo. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo nosso sistema imunológico (de defesa) na luta contra um germe (microorganismo) específico.

O teste anti-HIV .c!
ENTENDENDO A AIDS

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é uma doença provocada pela ação do vírus HIV no organismo. Essa deficiência no sistema imunológico resulta em graves infecções, que se proliferam causando vários danos aos portadores do vírus, inclusive a morte.

ORIGEM

A origem do vírus está no continente africano, duas formas diferentes, porém parecidas do vírus hospedavam duas espécies de macacos, o mangabey de topete vermelho e o guenon de bigode, mas a contaminação dos seres humanos se deu através dos chimpanzés. Provavelmente entre os anos de 1910 e 1950, um chimpanzé macho contraiu o HIV enquanto esquartejava uma carcaça de um macaco contaminado. O vírus, em circulação entre os chimpanzés, sofreu várias mutações genéticas se tornando no precursor da forma simiana do HIV. Os chimpanzés não adoecem devido à contaminação, apenas hospedam o vírus.

CONTAMINAÇÃOS DOS SERES HUMANOS

Como aconteceu a contaminação dos seres humanos ainda é motivo de muita discussão. A teoria que prevaleceu por muito tempo diz que, como algumas tribos da África Central se alimentam de carne de chimpanzé, a contaminação se deu durante uma caçada, possivelmente quando os caçadores retiraram a carne dos ossos de algum chimpanzé abatido. Outra teoria diz que a contaminação se deu quando uma vacina oral experimental contra a poliomielite foi cultivada em células de chimpanzés contaminadas com o HIV, a vacina foi utilizada no Congo Belga, entre os anos de 1957 e 1960.

Parece haver um consenso que foi na década de 60 que se deu o inicio da epidemia, que ficou isolada em tribos africanas até a década de 80, quando a doença começou a tomar proporções mundiais.

O INICIO DA EPIDEMIA MUNDIAL

Em 1981, a AIDS foi reconhecida nos Estados Unidos, a partir da identificação de certo número de pacientes com sintomas de sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento do sistema imune. Esses pacientes eram homens, homossexuais, moradores das cidades de Nova York e São Francisco. Logo os médicos concluíram que se tratava de uma nova doença, e possivelmente transmissível. A identificação do agente etimológico (no caso um vírus) ocorreu em 1983, o HIV – 1. Em 1986 foi identificado mais um agente etimológico, o HIV – 2, estreitamente relacionado com o primeiro.

CONTÁGIO

A contaminação se dá através de relações sexuais sem proteção, inseminação artificial, amamentação e de todas as formas de contato com sangue contaminado (uso de seringas compartilhadas, transfusão de sangue contaminado, doação de órgãos contaminados entre outros). Hoje em dia todo o sangue, assim como os órgãos doados passam por rigorosos testes para identificar a presença ou não do HIV, assim como de outros agentes infecciosos, sendo praticamente impossível nos dias de hoje a contaminação devido ao recebimento de sangue e órgãos doados.

FASES DA DOENÇA

Podemos dividir a infecção em 3 fases: a assintomática (quando o paciente não manifesta os sintomas da doença, pode durar meses ou anos), a sintomática (quando aparecem sinais como dores musculares, de cabeça e na garganta, febre, calafrios, manchas na pele e ínguas), e a fase aguda (quando o paciente vai perdendo sua capacidade imunológicas, sendo atacados por doenças oportunistas).

TRATAMENTO

A ciência experimentou nos últimos anos grandes avanços no conhecimento da estrutura e na forma de agir do vírus HIV, sendo possível o surgimento de muitas drogas que inibe um pouco as infecções oportunistas, e controlam a carga viral do paciente, melhorando assim sua qualidade de vida, mas a cura definitiva ainda não foi encontrada.

UMA NOVA ESPERANÇA

Essa semana foi publicado o resultado de um experimento realizado pelo médico alemão Gera Huetter, que submeteu o paciente americano Timothy Ray Brown a um novo tratamento contra a AIDS. Brown foi CURADO, ISSO MESMO, CURADO depois de passar por dois transplantes de medula de um doador que possui uma mutação que o torna imune à aids. Suas células não possuem a proteína CCR-5, que permite que o HIV infecte as células de defesa do organismo.

Mas ao que parece, o novo tratamento não poderá ser usado em larga escala, pois se trata de uma cura específica, devido a características genéticas de Brown, não poderia dar certo com todos os pacientes. A cura foi conquistada, mas somente no caso desse paciente específico.

Mas mesmo não sendo a cura para os milhões de infectados do mundo, esse caso renova as esperanças da ciência, de que em pouco tempo teremos a cura definitiva da AIDS.

PREVENÇÃO

A AIDS não tem cura, o HIV pertence à família dos retrovírus, ele tem a incrível capacidade de sofrer mutações genéticas a cada vez que se reproduz se tornando diferentes de um dia para o outro, sendo muito difícil combatê-lo, por não se saber quais as características os vírus iram apresentar de um dia para o outro. Além disso, o HIV se hospeda entre outros locais, nas células de defesa do organismo, justamente as células que deveriam combatê-lo.

Enquanto essa cura não chega, nos resta sempre buscar os meios de prevenção, como a prática de sexo seguro, com um número menor de parceiros, não compartilhar seringas, tratamento de gestantes com HIV para a diminuição do contagio durante a gravidez e na hora do parto, e o essencial, levar informação e educação sobre as formas de contagio e prevenção para todas as pessoas, seja em campanhas publicitárias, nas escolas ou em qualquer outro meio de divulgação.



http://cienciasvirtual-bio.blogspot.com

ELISA

O exame ELISA(do acrónimo inglês de Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) foi o primeiro exame amplamente empregado. Ele tem uma alta sensibilidade. A baixa especificidade deste teste ocorre porque os anticorpos se ligam aos antígenos nos kits de exame "por acaso", mesmo que a pessoa nunca tenha sido exposta ao HIV. Cerca de 80% dos exames ELISA positivos são seguidos por um exames Western blot negativo e, conseqüentemente, considerados como falso positivo.
O teste procede pelo método ELISA geral: o soro sanguíneo da pessoa é diluído 400 vezes e aplicado a uma placa com antígenos HIV. Alguns dos anticorpos do soro podem se ligar a estes antígenos. A placa é então lavada para que se removam todos os outros componentes do soro. Então um "anticorpo secundário" especialmente preparado — um anticorpo que se liga a anticorpos humanos — é aplicado à placa, seguido de lavagens. Este anticorpo secundário está antes relacionado quimicamente a uma enzima. Assim a placa irá conter enzima em quantidade proporcional a de anticorpos secundários. Um substrato para a enzima é aplicado, e a catálise da enzima leva a uma mudança de cor ou fluorescência. Como os resultados ELISA são dados em números, o aspecto mais controverso deste teste é decidir o ponto divisor entre positivo e negativo.

PERÍODO DA JANELA IMUNOLÓGICA

O período de janela é o tempo a partir da infecção até um teste poder determinar qualquer mudança. O período de janela médio com um teste de anticorpos é de 22 dias. O teste de antígenos reduz o período de janela para aproximadamente 16 dias, e o teste de ácido nucleico (TAN) reduz este período para 12 dias[1].
Os exames de anticorpos são relatados como positivos ou negativos. O desempenho destes exames é descrito em termos de:
sensibilidade — a percentagem dos resultados que serão positivos quando o HIV estiver presente.
especificidade — a percentagem dos resultados que serão negativos quando o HIV não estiver presente.

Todos os exames de diagnóstico têm limitações, e, algumas vezes, o seu uso pode produzir resultados errôneos ou questionáveis.
falso positivo — os resultados indicam que o HIV está presente, quando, na verdade, não está.
falso negativo — os resultados não identificam o HIV, que está presente.

Reações não específicas, hipergamaglobulinemia, ou a presença de anticorpos dirigidos a outros agentes infecciosos que podem ser antigenicamente similares ao HIV podem produzir resultados falso positivo. Doenças auto-imunes, como o lúpus eritematoso sistêmico, também podem causar resultados falso positivo. A literatura científica documentou mais de 60-70 fatores diferentes que podem causar uma reação positiva nos testes de HIV, além da infecção por HIV passada ou presente — incluindo gripe, vacina contra gripe, herpes, artrite reumatóide, malária, tuberculose, anticorpos para hanseníase — e até mesmo gravidez. Está disponível uma lista de fatores conhecidos por causar resultados falso positivo, junto com referências à literatura médica para cada fator [2].

AIDS












O QUE É?
Doença infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana, que leva a uma perda da imunidade progressiva resultando em infecções graves, tumores malignos e manifestações causadas pelo próprio vírus.


COMO SE ADQUIRE?

A contaminação acontece através:
de relações sexuais,
do uso de droga injetável onde se dividem seringas com sangue contaminado,
de transfusões de sangue, durante a gravidez ou pelo leite materno,
da doação de órgãos ou sêmen infectado,
da inseminação artificial e
da exposição a material contaminado entre trabalhadores da área de saúde.
O período de incubação varia de semanas a meses. Em geral em até um ano já surgem alguns sintomas da doença.

O QUE SE SENTE?
A evolução da doença pode ser dividida em três fases:
Infecção aguda:
surge algumas semanas após a contaminação, com febre, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares pelo corpo, ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias;
Infecção assintomática:
tem duração variável, de meses a anos;
Doença sintomática:
manifestação mais grave da doença, onde a pessoa vai perdendo sua imunidade e vão surgindo doenças oportunistas, tumores raros e formas graves de doenças tropicais no Brasil.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?
São feitos exames de sangue específicos para a detecção do vírus ou de seus anticorpos.
O aparecimento de anticorpos detectáveis por exames de sangue ocorre num período de seis a 12 semanas da infecção inicial.


COMO SE TRATA?
Nos últimos anos foram obtidos grandes avanços no conhecimento da infecção pelo HIV: várias drogas foram desenvolvidas e se mostraram eficazes para o controle da doença, diminuindo sua progressão e levando a uma diminuição das doenças oportunistas, a uma melhora na qualidade de vida e, principalmente, numa maior sobrevida.
Cabe ressaltar que ainda nenhuma droga pode erradicar a doença, mas sim, controlá-la e isso só é possível se o paciente estiver tomando todas as medicações.
O abandono de tratamento e o uso incorreto das medicações são os maiores causadores do elevado número de óbitos.


COMO SE PREVINE?
O mais importante é a informação e educação visando a prática de sexo seguro, diminuindo o número de parceiros e incentivando o uso de preservativos.
Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado e a exclusão de doadores de risco aumenta a segurança da transfusão.
Quem usa droga injetável deve lavar a seringa com água sanitária e água corrente após outra pessoa ter usado.
Instrumentos cirúrgicos devem ser desinfectados e esterilizados e os materiais descartáveis devem ser acondicionados em caixas apropriadas para evitar acidentes.
O HIV é muito sensível aos métodos de desinfecção e esterilização e é inativado por produtos químicos específicos e pelo calor, mas não por irradiação ou raios gama.
A transmissão de gestantes para seus filhos é muito diminuída com o uso de medicação anti-retroviral.

GESTAÇÃO E HIV (vírus da imunodeficiência humana)














Todas as gestantes devem realizar testes para identificação da infecção pelo vírus HIV. É um exame de rotina na avaliação pré-natal. Este exame é particularmente importante pois existem tratamentos que comprovadamente reduzem a chance de transmissão perinatal (durante a gravidez, parto, amamentação).
Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que são portadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através da amamentação.


COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?

Mediante exame de sangue (soro ou plasma) são identificados anticorpos contra o vírus HIV - Anti-HIV. Testes positivos são reconfirmados.
A identificação de gestantes positivas para o HIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) e neonatal (logo após o nascimento).


COMO SE TRATA?
Gestantes portadoras do vírus HIV são acompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamento medicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.
Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIV são tratados após o nascimento.
A mãe deve ser orientada a não amamentar o recém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite materno devem ser instituídos.

COMO COLOCAR A CAMISINHA MASCULINA

Recém-nascido de mãe infectada pelo HIV














Acompanhaemnto clíncio e laboratorial


Nos últimos anos, a detecção precoce do HIV em gestantes tem recebido um alto investimento por parte do governo, que busca aprimorar suas ações de controle da epidemia e evitar o surgimento de novos casos de aids infantil.

CUIDADOS PARA EVITAR A TRANSMISSÃO DO HIV


Para tentar impedir a transmissão do HIV da mãe para filho, os cuidados começam durante o período intra-uterino, quando a gestante soropositiva deve seguir um esquema anti-retroviral adequado para o seu caso. Após o parto, o recém-nascido receberá a quimioprofilaxia com zidovudina – com início, de preferência, entre as duas e oito primeiras horas de vida – até completar seis semanas. No caso da mãe não ter recebido acompanhamento especializado e tratamento anti-retroviral durante a gestação, o início da zidovudina para o recém-nascido deve ser o mais precoce possível.
De acordo com as Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV publicado pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, em 2006, não há comprovação do benefício desta quimioprofilaxia, se iniciada após o bebê completar 48 horas de nascido. A indicação, nesse caso, fica a critério do médico.
O atendimento das crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV é realizado em unidades especializadas até, pelo menos, a definição de seu diagnóstico. O ideal seria que mesmo as crianças não-infectadas fizessem visitas periódicas às unidades especializadas até o final da adolescência, em virtude de terem sido expostas não só ao HIV, mas, também, a drogas antiretrovirais.
Essa preocupação reside no fato de não se conhecerem as possíveis repercussões da exposição a tais medicamentos a médio e longo prazo. Infelizmente, esta não é a realidade das unidades de saúde do Brasil.

PROCEDIMENTOS AO NASCER

Alguns procedimentos especiais com a criança na hora do nascimento
quando a mãe é portadora do HIV:

• Imediatamente após o parto, lavar o recém-nascido com água e sabão, evitando contato com o sangue materno e procedimentos invasivos.

• Aspirar delicadamente, se necessário, as vias aéreas do recém-nascido,
evitando traumatismo em mucosas.

• Devido à possibilidade de ocorrência de anemia no recém-nascido em
uso de zidovudina, recomenda-se a realização de hemograma completo da criança no início do tratamento, e após 6 e 12 semanas.

• Assegurar que, ao ter alta da maternidade, o recém-nascido tenha consulta agendada em serviço de referência.

• O aleitamento materno é contra-indicado no caso de criança nascida de mãe infectada pelo HIV, pois pode servir como vetor de transmissão do vírus. O fornecimento contínuo de fórmula láctea deverá ser assegurado por no mínimo 12 meses.
Segundo a agência Unaids, da ONU, a cada ano, mais de 300.000 crianças no mundo são infectadas pelo HIV depois do nascimento.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
O exame de sorologia anti-HIV da criança nascida de mãe soropositiva pode resultar positivo até os 18 meses, pois até essa idade ela possui em seu sangue os anticorpos contra o vírus. Nesse caso, o diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV deve ser realizado através da quantificação do RNA viral (carga viral). Recomendase a realização do primeiro exame com um mês de vida. Em caso de carga viral detectável, o exame deve ser repetido logo em seguida para confirmação do diagnóstico. Caso o resultado seja indetectável, o exame deverá ser repetido aos 4 meses de vida. Permanecendo indetectável, a criança provavelmente não está infectada pelo HIV, mas deverá continuar em seguimento clínico e laboratorial até os 18 meses de vida, quando então deverá ser solicitada a sorologia anti-HIV.

VACINAÇÃO DE CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES SOROPOSITIVAS PARA O HIV
Crianças infectadas pelo HIV são mais suscetíveis a infecções como tuberculose e hepatite B, portanto, as vacinas contra a tuberculose (BCG-ID) e contra o vírus da hepatite B deverão ser dadas logo após o nascimento. Segundo a imunologista do Hospital Universitário Gaffrée Guinle, do Rio de Janeiro, Norma Rubini: “como a definição do diagnóstico da infecção pelo HIV ocorre ao longo do primeiro ano de vida, as crianças com exposição vertical ao HIV devem seguir um calendário de imunizações que inclui as vacinas de rotina, com algumas modificações, e vacinas especiais indicadas para pacientes com imunodepressão”.
Para os bebês menores de 1 ano de idade, com suspeita clínica de infecção pelo HIV ou que tenham o diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV, recomenda-se não prescrever a vacina Sabin contra a poliomielite. A alternativa é a Salk (elaborada com vírus inativado), que pode ser encontrada em Centros de Referência Imunobiológicos Especiais.

Porque o laço vermelho como símbolo?





O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de Aids.
O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.

O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.

Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade. O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica. O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, o azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.
Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.
Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.



Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/porque-o-laco-vermelho-como-simbolo/#ixzz1JpfuvWHt

SIGNIFICADO DE AIDS














-Significado da Sigla AIDS:


Adquirida: não é hereditária; a pessoa é infectada ao entrar em contato com o vírus.
Imuno: refere-se ao sistema imunológico, de defesa e de proteção do organismo.
Deficiência: não funciona de acordo, fraco, sem forças.
Síndrome: conjunto de sinais e sintomas que identificam a doença.