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A medicação precoce dos portadores do HIV reduz em 96% o risco de transmissão do Vírus da AIDS

















Karina Pastore
A 6ª Conferencia da Sociedade Internacional de AIDS, realizada recentemente em Roma, foi palco de uma comoção raramente vista em um congresso médico. Vindos de todas as partes do mundo, quase 3000 especialistas lotaram a sala Santa Cecilia, o maior auditório do imponente Parco della Musica, para ouvir o infectologista americano Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte. Ele falou durante dez minutos e, ao terminar, foi ovacionado de pé, por cinco minutos. A exultação se explica. Como definiu o médico Scott Hammer no editorial da prestigiosa revista The New England Journal of Medicine, o trabalho de Cohen, intitulado HPTN 052, 6 a "prova definitiva" de que medicar precocemente o portador do HIV (ou seja, antes que ele manifeste qualquer sintoma relativo à presença do vírus) não apenas salva sua vida, mas reduz em 96% o risco de transmissão do HIV. O impacto dos remédios ANTIRRETROVIRAIS na contenção da epidemia equivale praticamente ao de uma vacina.
A maioria dos protocolos de tratamento dos portadores do HIV indica o uso de medicamentos somente a partir do momento em que as células CD4 (os generais do sistema imunológico e alvos do HIV) baixam a níveis em que os pacientes começam a apresentar os primeiros sinais de enfraquecimento e risco de doenças oportunistas a ele associadas. "Outras pesquisas mostram que, se o paciente é tratado quando as taxas de CD4 ainda estão normais, a sua expectativa de vida se iguala à de uma pessoa não contaminada pelo HIV", diz o infectologista Artur Timerman, de São Paulo.
Para fazer valer a filosofia proposta pelo estudo de Cohen, seria necessário aumentar o número de diagnósticos precoces - no Brasil, isso só ocorre em 55% dos casos. Além disso, todos os 34 milhões de infectados ao redor do mundo deveriam ser medicados com ANTIRRETROVIRAIS - o que acontece apenas com 6 milhões deles. Sairia caro? Não, quando se leva em conta que a prevenção de apenas um caso de AIDS economiza o dinheiro gasto no tratamento de cinquenta doentes.

Nota do editor de Soropositivo.Org

O QUE VOCÊ PRECISA SABER...
















Corrimento, Camisinha, Doenças Sexualmente Transmissíveis


1. O que é corrimento vaginal?
É a eliminação de secreção vaginal de forma excessiva, podendo trazer desconforto. Pode vir acompanhado de coceira ou irritação e ter ou não cheiro desagradável. É a queixa mais comum nos consultórios ginecológicos.
2. Como se desenvolve?
Surge a partir de uma mudança na flora vaginal (conjunto de bactérias presentes normalmente na vagina). Pode ser provocado por causas diversas, como a baixa de resistência do organismo, quando micro-organismos oportunistas chegam a desenvolver infecções. Também surge durante a gravidez devido às mudanças hormonais que modificam a acidez vaginal, facilitando a contaminação.
3. É normal? Quando se deve ficar preocupada?
É considerado comum, não normal, pois gera mal-estar acompanhado de prurido (irritação da pele), ardor, odor desagradável, dor para urinar e dor durante a relação sexual. Deve ser tratado sempre que provocar prejuízo na qualidade de vida da mulher.
4. É contagioso?
Não, mas algumas doenças de transmissão sexual produzem os mesmos sintomas e são contagiosas, como gonorreia e clamídia. Assim só o médico pode identificá-las.
5. Há diferentes tipos de corrimentos? Quais os mais comuns?
São vários. O mais comum é causado por fungos e recebe o nome de CANDIDÍASE. Esse tipo provoca corrimento espesso, tipo nata de leite. Há também o que é provocado pela bactéria Gardnerella, que causa a chamada vaginose bacteriana.
6. A partir de que idade surge esse tipo de problema?
Pode ocorrer em qualquer idade, de crianças a idosas, sendo mais frequente durante a idade reprodutiva da mulher. Na infância, esta mais ligada à falta de higiene adequada pela maneira incorreta de se limpar depois de evacuar. Já na menopausa é consequência do desequilíbrio hormonal que compromete a defesa vaginal favorecendo a ocorrência de infecções.
7. Como é identificado? Qual o tratamento?
O médico consegue identificar o tipo de corrimento durante exame no consultório que pode ser confirmado por testes diretos da secreção vaginal ou ainda por meio de exames específicos em laboratório de análises clínicas, de acordo com a necessidade. O tratamento utiliza antibiótico ou antifúngico local ou sistêmico (creme aplicado na vagina ou via oral), conforme cada caso.
8. A mulher passa a doença para o homem na relação sexual? O que ele deve fazer?
Não há consenso nisso. Em alguns casos sim, em outros não. Só o médico pode avaliar e decidir se o parceiro também deverá fazer o tratamento prescrito para a mulher.
9. Qual a melhor calcinha para evitar esse problema?
O ideal é a de algodão porque absorve a umidade natural evitando irritações crônicas que tecidos como renda ou lycra produzem no genital da mulher. A CANDIDÍASE aparece quando a área genital está quente, úmida e pouco ventilada. Também se deve evitar o uso constante de absorventes e aplicação de amaciantes em roupas íntimas.
10. Menino enfrenta problema semelhante? O que significa se sair alguma secreção no pênis?
O homem pode desenvolver tipos de infecção peniana que se manifestam por meio de secreção purulenta e ardor ao urinar. Pode contaminar ou ser contaminado durante a relação sexual, devendo consultar o médico quando perceber algo anormal. Por isso, CAMISINHA é indispensável.


DIÁRIO DO GRANDE ABC - SP |
http://www.soropositivo.org/

Folha de S.Paulo: Autor do Dia do Orgulho Heterossexual diz que Kassab ‘cedeu aos gays’

















15/08/2011 - 10h10

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o vereador Carlos Apolinario (DEM), autor do projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual na capital paulista, criticou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) pelo veto à iniciativa. Em nota enviada à imprensa, Apolinário afirma que Kassab se rendeu à pressão de ativistas gays.

Em entrevista ao jornal "Agora São Paulo", do Grupo Folha, publicada neste domingo, Kassab disse que vetará o projeto por ser uma medida "despropositada".

"Ele [Kassab] tirou a Marcha por Jesus e a CUT da Paulista com o argumento de que, na região, há muitos hospitais. Mas manteve lá a Parada Gay! É mais fácil tirar Jesus da Paulista do que os gays...", afirmou Apolinario.


Fonte: Folha de S.Paulo

Programa ´E aí, doutor?´, da Record, discute aids na terceira idade e indica site da Agência Aids














O tema aids na terceira idade ganhou destaque no episódio dessa segunda-feira do programa “E aí, doutor?”, apresentado pelo clínico geral e especialista em qualidade de vida Antonio Sproesser na TV Record.

Convidado do programa, o diretor do ambulatório do Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids (CRT) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Dimas Carnaúba, lembrou que o avanço na medicina na criação de remédios contra a impotência sexual possibilitou que muitos idosos voltassem a ter uma vida sexual ativa. “Todos aqueles que fazem sexo, independente da idade, devem fazer o teste de HIV uma vez ao ano, pelo menos. Essa é uma forma de mostrar amor ao seu parceiro”, disse.

A advogada gaúcha Maria Beatriz Pacheco, de 63 anos, contou que se infectou com o HIV há quase 15 anos. “Quando fui pegar o exame, tinha certeza que ia dar negativo. Nunca tinha feito nada que era chamado de comportamento de risco”, comentou. Beatriz sugeriu às telespectadoras que conversem com seus ginecologistas e que aprendam a usar o preservativo.

O doutor e apresentador do programa indicou o este site para quem quiser saber mais sobre a aids

Redação da Agência de Notícias da Aids

Quando os pais descobrem que têm filhos gays, o primeiro medo é da infecção do HIV, conta a pesquisadora Edith Modesto






















Hoje, a aceitação dos pais em terem um filho gay continua difícil, o que não deve ser uma grande novidade, ressalta Edith. Mas, segundo ela, há um aspecto particular durante o processo de descoberta que merece uma atenção especial: “o medo dos pais de que seus filhos homossexuais estejam ou peguem o HIV”, conta a pesquisadora.

Edith acredita que ainda há na sociedade uma relação direta da aids e os gays e propõe às organizações que lutam contra a epidemia a realização de mais campanhas focadas em desassociar esse estigma. “Quando principalmente um pai descobre que seu filho homem é homossexual, parece que os demônios se soltam”, comenta. “É comum eles proibirem seus filhos de saírem à noite, de ficarem na internet... De terem uma vida normal, na verdade. Eles têm muito medo de que seus filhos se relacionem com portadores do vírus e se infectem...”, diz.

O GPH tem um projeto voltado aos jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), o Purpurina. Edith conta que precisa estimular discussões sobre a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis com os participantes do grupo. “Percebo que eles não abordam com a gente muito este assunto. Se perguntamos e incentivamos, eles falam, mas caso contrário, não”, disse. “Nesta semana um adolescente de 15 anos que se comunica com a gente pela internet me perguntou se no sexo oral há chance de pegar HIV. Fiquei admirada, pois achava que os meninos dessa idade já não tinham mais dúvidas sobre os meios de transmissão do vírus*”, comentou.

A pesquisadora finaliza com uma mensagem para aqueles que estão desconfiando ou descobrindo que tem um filho gay. “Eu sei que não é fácil. Não foi fácil pra mim. Sofri preconceito. Muitas pessoas se afastaram, mas isso foi bom pra fazer uma limpeza e deixar perto de mim apenas os amigos de verdade. E no final, o
amor sempre vence”.

Encontro do projeto Purpurina___

Depoimento de um pai no site do GPH

Quando soubemos da orientação sexual do nosso filho, eu e a minha companheira, tivemos a sensação que não teríamos forças suficientes para suportar tamanha dor. Foi como se me arrancassem o coração pela boca, o cérebro explodisse, e tudo sem nenhuma anestesia, a seco.

Para mim, foi um período de trevas, desespero, muito, muito, muito choro, sem nenhuma luz no fim do túnel. Queria achar alguma justificativa, culpados, aonde eu errei, culpei esta vida e até Deus por permitir que esta desgraça atingisse a minha família. Por que conosco, que sempre fomos pessoas boas, honestas, que só praticamos o bem?

Desprezei a todos, principalmente o meu filho, renegando-o, achado que havia criado um mau caráter, por haver optado em ser homossexual e ter uma vida marginal.... (Nome) que nos indicou a Edith. Foi nossa corda para sairmos do poço e ver uma luz no fim do túnel. Fomos acolhidos com muito amor, carinho e generosidade. Podíamos discutir, desabafar e aprender com nossos pares. Tenho orgulho de estar me empenhando com todas as minhas forças, junto com a minha companheira e junto com meus amados filhos, e diariamente estarmos nos aceitando e nos amando com mais intensidade e respeito, admitindo os desígnios do desconhecido.

Também tenho orgulho e o privilégio de pertencer a esta ONG e ter a oportunidade de acolher os próximos pais que estão precisando de ajuda, como nós fomos acolhidos e ajudados um dia.


* Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.


Lucas Bonanno














Integrantes do Projeto Blablablá Positivo e Amigos foi recebido pelo chefe do gabinete da Prefeitura de Encontra Ubatuba, na última sexta feira, 10, com o objetivo de apresentar a música “Guerreira”, composta em homenagem a escritora Silmara Retti.
A letra da música é uma composição do Mc Tagarela, líder do DTPK Crew e foi feita em apenas um dia. De acordo com Mc Tagarela, a iniciativa de compor a música surgiu após ler o livro “Flash, você sabe o que eu tenho?”, escrito por Silmara Retti e assistir as palestras da escritora.
“A Silmara é realmente uma guerreira, um exemplo de vida, força e coragem”, disse o chefe de gabinete.
O autor da música
Mc Tagarela representa Ubatuba em concursos de free style e foi campeão estadual por diversas vezes. O sonho dele era unir outros estilos musicais como o samba, o rock e o rap e em contato com Evandro Santos, do Juventude do Samba, e o vocalista roqueiro Lucas Bambi, do Caos 96, resolveram prestar esta homenagem, formando a Banda do Blablablá Positivo, junto com Biel, Catatau e Fernando.
O lançamento oficial será na Festa de São Pedro Pescador, mas a música já está disponível on line e tocando em diversas rádios, inclusive no Sul de Minas Gerais. A música entrará para a peça “La Bella” como tema oficial e o próximo objetivo é a gravação do videoclipe.
O coordenador adjunto do Programa Nacional de DST/Aids, Eduardo Barbosa, tomou conhecimento da música e disse ser uma homenagem merecida pela luta incansável de Silmara, através do projeto Blablablá.
Conquistas
O Projeto Blábláblá Positivo realiza um trabalho de orientação, com palestras e diversas iniciativas para conscientização sobre Aids e DSTs. Silmara diz estar vivendo um momento de muitas conquistas, pois, de acordo com ela, o projeto está sendo registrado como Associação e os amigos estão se comprometendo com a luta. Além da diretoria formada por sua família Raphael Retti, André Retti e Sergio Rossi, também fazem parte Bill, Tagarela, Ninho, Jociene, Mayane, Lorens, Daniel Salles do Cena Eventos, Fernando, Eltinho e João Pedro Rossi & Retti. “A participação dessas pessoas é muito importante, pois cada um desenvolve uma função específica dentro do projeto.
O próximo evento será o lançamento da I Campanha de Inverno do Blablablá Positivo, destinada às famílias carentes do bairro do Perequê-Açu”, contou a escritora. No final da reunião, o grupo agradeceu o apoio da Prefeitura de Ubatuba e em especial ao prefeito Eduardo Cesar e ao chefe de gabinete, Délcio Sato, que, segundo Silmara, “estão sempre presente nesta luta”.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba

Vigília pelos mortos de Aids 2011























Ter, 10 de Maio de 2011 12:02
A Pastoral da Aids da Arquidiocese de Goiânia, convida todos os cristãos a fazer memória, neste domingo, de todas as pessoas que perderam a vida pela Aids, apoiar quem vive com HIV e incentivar ações de prevenção. Neste sentido, o arcebispo, Dom Washington Cruz preside no dia 15, uma missa, às 11h30, na Catedral.



Vigiai: a vida é o bem maior
A vigília deste ano convida cada um para estar atento, de olhos bem abertos, com a ‘‘lâmpada acesa’’ a fim de evitar infecção, proteger a vida, defender o direito das pessoas com Aids e promover vida em abundância para todos.

Fazer memória dos mortos é “tocar vidas”, como sugere o lema internacional da Vigília. É acolher e ajudar as pessoas que têm HIV a não desistir da vida, dos projetos e dos sonhos. Na visão cristã, o fato de pessoas morrerem antes da hora, torna-se um apelo para cuidar da vida e zelar pela dignidade humana.
Para maiores informações entre em contato com o Grupo AAVE/ Pastoral da Aids:
Tel/fax: (62) 3271-4510 (Expediente: 12h30 às 17h30, de segunda à sexta).
E-mail: pastoraldaids@grupoaave.org

Jair Bolsonaro lança panfleto contra kits anti-homofobia que vão ser distribuídos pelo MEC













Depois de várias polêmicas travadas com o movimento gay, o deputado federal do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), colocou à disposição, em seu site, um panfleto em que critica o plano nacional que defende os direitos homossexuais. Logo na capa do manifesto, há a seguinte exclamação: “querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em um homossexual”. Segundo o deputado, já foram impressas 50 mil cópias do panfleto. Bolsonaro explica que metade delas foi distribuída para “assessores e pessoas próximas” ligadas a escolas públicas para que sejam repassadas a professores e pais de alunos.

- Não posso escrever essas coisas (homossexualidade) para crianças. Se o governo não tem esse cuidado, eu tenho - disse.

Bolsonaro diz ter gastado R$ 5.400 com a impressão dos panfletos. Ele informou que fez, nesta quarta-feira, uma consulta à Câmara para que a despesa seja incluída na sua verba de gabinete. Posteriormente, promete pedir reembolso:

- O governo está gastando milhões com esse kit gay, e ninguém questiona. Por que vão questionar então o meu pedido de reembolso? Se a Câmara disser não, acho que é censura, mas arco (com a despesa). Essa é a minha atividade parlamentar.

A apresentação da cartilha informa: “Ilustríssimos senhores e senhoras chefes de família, apresento alguns dos 180 itens deste que chamo Plano Nacional da Vergonha, onde meninos e meninas, alunos do 1º grau, serão emboscados por grupos homossexuais fundamentalistas, levando a mensagem de que ser gay ou lésbica é motivo de orgulho para a família brasileira”.

MEC vai distribuir kit anti-homofobia em 6.000 escolas públicas

O governo federal confirmou nesta quarta-feira que vai distribuir, já no segundo semestre, o kit escolar para combater a violência contra gays. Chamado de Escola sem Homofobia, o kit será enviado para 6.000 colégios públicos do país. Bolsonaro teme que este material estimule a homossexualidade e até a pedofilia.

O kit (e seu conteúdo) tem fomentado discussões acaloradas. Um dos vídeos - "Encontrando Bianca", que conta a história de uma transexual - vazou no Youtube e, com ele, porções de comentários contrários, que chegam à homofobia. O assunto também foi foco do Congresso Nacional, depois que deputados contrários ao material o apelidaram de "kit gay", argumentando que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes.

O objetivo do kit do governo é ensinar os estudantes a aceitar as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a homossexualidade. Dirigido a professores e alunos do ensino médio, em geral com 14 a 18 anos, o material contém vídeos, que tratam de transexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.

Unesco considera vídeos do Ministério da Educação contra homofobia adequados para o público-alvo, destaca Folha Online














19/05/2011 - 11h45

A Unesco (órgão da ONU para a educação) considerou "adequados" os três vídeos do chamado kit anti-homofobia do Ministério da Educação, que vem provocando polêmica no Congresso.

"O material do projeto Escola sem Homofobia está adequado às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destina", afirma a organização.

O parecer foi elaborado com base em um documento chamado Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicado pela Unesco em 2010.

Os vídeos foram enviados para a avaliação pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, travestis e transexuais).

Trata-se de versão preliminar do material, divulgada para a imprensa em janeiro, e que foi parar na internet. A versão final está pronta, nas mãos do MEC, desde a última terça-feira.

"Estamos certos de que esse material contribuirá para a redução do estigma e da discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade", afirma a organização.

O documento foi assinado pelo representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, em fevereiro.
Para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o parecer da Unesco é uma prova de que os vídeos não trazem cenas inadequadas. "Não há nada de pornográfico."

Segundo ele, os vídeos seriam aplicados inicialmente apenas para um universo de 6.000 escolas, locais onde foi feita uma pesquisa e foi identificado comportamento homofóbico entre os alunos.

Ele também lembrou que os vídeos poderão ser aplicados apenas com a supervisão de professores.

Fonte: Folha Online


















Na semana nacional de combate às hepatites, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, faz um alerta especial as manicures e podólogos.

Por meio de uma pesquisa feita com profissionais que atuam em salões de beleza da cidade de São Paulo, detectou- se que 81% das entrevistadas não estão devidamente protegidas contra a hepatite B, mesmo a vacina estando disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS)

O estudo apresentou também outro dado alarmante: 59% das manicures responderam não saber que as três doses da vacina são oferecidas gratuitamente aos profissionais da sua classe em toda a rede pública de saúde. Apenas 19% haviam tomado as três doses que protegem contra a hepatite B, o que pode colocar a saúde do cliente também em risco.

A responsável pelo estudo, Andréia Cristine Deneluz Schunck de Oliveira, enfermeira do Instituto Emílio Ribas, afirma que a vacina deve ser o meio de prevenção imediato, seguido de cuidados imprescindíveis na rotina de trabalho dessas manicures. "A vacina é o ponto de partida para a prevenção, mas o principal risco está na falta de cuidado dentro do salão de beleza".

A pesquisa apontou que as profissionais não faziam esterilização adequada em seus instrumentos de trabalho e 74% não lavavam as mãos antes e depois de atender uma cliente. "Desta forma elas colocam em risco a própria saúde e a de suas clientes", alerta Andréia Schunck.

Para a pesquisadora, a explicação para o descuido com a biossegurança é reflexo da desinformação, pois 72% das profissionais desconheciam as formas de transmissão da doença. "A falta de cuidado somada a omissão da vacina colaboram para o aumento de casos da doença", explica.

Neste ano o Ministério da Saúde ampliou a vacinação contra a hepatite B para a faixa etária de 20 a 24 anos. Os indivíduos pertencentes ao grupo de risco, manicures, podólogos, bombeiros, gestantes profissionais da saúde entre outros, podem e devem tomar a vacina gratuitamente, independente da idade.

Redação da Agência de Notícias da Aids
















Falta de pesquisas dificulta prevenção da gravidez em mulheres com HIV, diz médica da UFPE Terezinha da Silva durante congresso em Curitiba



19/05/2011 - 12h45

Agência Aids - Como uma mulher que vive com HIV/aids pode se prevenir de uma gravidez indesejada?

Terezinha da Silva - A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que seja utilizada proteção dupla, ou seja, a camisinha e outra forma de contracepção.

Por quê?

Há métodos, como o DIU, que previnem a gravidez, mas não impedem que a mulher e o parceiro possam se infectar ou reinfectar com doenças sexualmente transmissíveis. A camisinha oferece as duas proteções, mas há o risco de rompimento. A taxa de falha do preservativo na prevenção da gravidez é de 12% no primeiro ano de uso, segundo a OMS.

Qual a combinação mais indicada?

Para toda mulher, a escolha do método contraceptivo deve ser realizada levando em consideração os riscos e benefícios. De maneira geral, depende de fatores como facilidade de uso, aceitabilidade e disponibilidade. No caso daquelas que vivem com aids, outras questões devem ser levantadas, como a interação com os antirretrovirais.

Faltam pesquisas confiáveis sobre o uso de pílulas para mulheres em tratamento para aids?

Os estudos realizados não permitem conclusões em larga escala. Foram feitos em um curto período de tempo e com poucas pessoas. Precisamos de iniciativas comparando mulheres em tratamento para a aids que tomam e que não tomam pílula, acompanhá-las por mais de cinco anos levando em consideração idade, carga viral, tipo de antirretroviral que fazem uso e a que riscos se expõem.

As mulheres estão se prevenindo corretamente?

Não. Muitas pacientes usam algum método contraceptivo, mas deixam a camisinha de lado. Quando o parceiro também é soropositivo, esse é o argumento delas para descartar a necessidade do insumo. Não levam em consideração o alto risco que estão correndo ou não têm como negociar a utilização com o parceiro.

E a camisinha feminina?.

As mulheres não aceitam. Eu mostro como se usa, elas levam por curiosidade e,duas ou três semanas depois, voltam dizendo que não gostaram, têm medo, não sabem usar...

Então, que estratégia deve ser utilizada?

Começa por um aconselhamento eficaz, que deve ser realizado em toda consulta, e não só na primeira. Outra estratégia é pedir que a mulher leve o parceiro na consulta. Se existe uma infecção sexualmente transmissível o casal envolvido deve ser avaliado. Só assim quebramos a cadeia de transmissão. Esse é o melhor método.


Fábio Serrato

O repórter Fábio Serrato cobre o evento com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Cérebro: Esconderijo do HIV
















Estudos realizados com o líquido espinhal de pacientes que receberam medicamentos anti-HIV sugerem que o cérebro pode funcionar como um esconderijo para o vírus HIV. Cerca de 10% dos pacientes apresentaram traços do vírus em seu líquido espinhal, mas não em seu sangue - uma proporção maior do que se verificara anteriormente, revelou o trabalho de Arvid Edén, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Os atuais medicamentos anti-HIV são eficazes e impedem que o sistema imunológico seja radicalmente comprometido pela AIDS. Contudo, embora estas drogas efetivamente impeçam o vírus de se multiplicar, a nova pesquisa revela que o HIV também infecta o cérebro e pode causar danos se a infecção não for tratada. "O tratamento antiviral no cérebro é complicado por uma série de fatores, em parte porque o cérebro é cercado por uma barreira protetora que afeta a forma como os medicamentos chegam até lá," explica o Dr. Arvid. "Isso significa que o cérebro pode funcionar como um depósito, onde o tratamento do vírus pode ser menos eficaz."



HIV NO CÉREBRO

A pesquisa de Arvid incluiu um estudo de 15 pacientes que haviam sido efetivamente medicados com os ANTIRRETROVIRAIS durante vários anos. 60% deles apresentavam sinais de inflamação em seu líquido espinal, embora em níveis inferiores aos dos pacientes sem tratamento. "Em outro estudo, de cerca de 70 pacientes que também receberam medicamentos anti-HIV, nós encontramos o HIV no líquido espinhal de cerca de 10% dos pacientes, embora o vírus não estivesse em quantidade mensurável no sangue, o que é uma proporção significativamente maior do que o anteriormente verificado," explica o pesquisador. Os resultados dos dois estudos sugerem que o tratamento atual contra o HIV não consegue suprimir inteiramente os efeitos do vírus no cérebro, embora não esteja claro se a inflamação residual de pequenas quantidades de vírus no líquido espinhal represente um risco de complicações futuras. "Na minha opinião, é preciso levar em conta os efeitos no cérebro quando do desenvolvimento de novas drogas e estratégias de tratamento para a infecção por HIV," defende Arvid. O que é o HIV O HIV - vírus da imunodeficiência humana - pertence à família dos retrovírus e assume duas formas, o HIV-1 e o HIV-2. As duas formas podem ser transmitidas pelo sangue, sêmen e outras secreções e fluidos corporais. Na fase aguda da doença, os pacientes sofrem de febre, aumento dos gânglios linfáticos e erupções cutâneas. Esses sintomas regridem, mas a AIDS se desenvolve após um longo período de infecção. As tentativas de produzir uma vacina contra o HIV estão em andamento desde 1980, mas ainda não alcançaram o sucesso esperado.
















Cantora alemã reconheceu ter omitido dos parceiros que tinha o vírus da SIDA. Mas, disse, não quis fazer mal a ninguém. O caso pôs na ribalta mundial a criminalização da transmissão do VIH

Nadja Benaissa, de 28 anos, condenada a dois anos de pena suspensa. Esta foi a sentença que a cantora alemã, vocalista de uma banda pop feminina de grande sucesso na Alemanha, as No Angels, ouviu ontem num tribunal de Darmstadt. Foi considerada culpada pela infecção com o vírus da SIDA de um antigo parceiro sexual, e a sentença inclui ainda 300 horas de serviço comunitário e sessões regulares de acompanhamento psicológico.
Estava a ser julgada desde o início da semana passada. O caso começou em Abril de 2009 e ganhou logo contornos públicos, pois a cantora foi algemada diante dos fãs, à porta de um clube nocturno em Frankfurt, onde a banda ia dar um concerto.
Nadja soube que estava infectada com o VIH em 1999, durante análises de rotina quando estava grávida. Tinha então 17 anos. Em 2000, a carreira das No Angels disparou, quando elas ganharam um concurso televisivo de procura de talentos. Tornaram-se a banda feminina com mais sucesso na Alemanha e, entre 2000 e 2003, venderam cinco milhões de discos.
Quando o juiz que leu a sentença, perante um tribunal apinhado, descreveu o passado complicado de Nadja, ela rebentou em lágrimas. Deram-lhe um lenço, mas continuou a chorar, relata a BBC on-line. Filha de pai marroquino e mãe de origem sérvia, aos 12 anos começou a tomar drogas, aos 14 era viciada em crack. Com uma relação má com os pais nessa altura, viveu na rua até que engravidou os 16 anos. Pouco depois veio o sucesso.
Foi nos tempos de grande êxito, entre 2000 e 2004, que Nadja teve relações sexuais com três homens sem que os tivesse informado do seu estado de saúde. Um deles, identificado como Ralph S., 34 anos, ficou a saber por uma tia de Nadja que ela era portadora do vírus. As análises revelaram que também ele estava infectado e apresentou queixa contra ela.
Foi assim que Nadja se viu acusada de ter provocado danos corporais graves a um homem e de ter tentado fazê-lo a outros dois. Arriscava-se a uma pena de prisão até dez anos, segundo a lei alemã.
No tribunal, já tinha chorado antes, quando pediu desculpa e disse que não queria causar-lhes qualquer mal: "Nessa altura, era descuidada. Desculpem, do fundo do coração." E acrescentou: "Nunca quis que acontecesse nada disto a nenhum dos meus parceiros."
Durante o julgamento, Ralph S. virou-se para lhe dizer: "Foste a causa de muito sofrimento no mundo."
Através do seu advogado, Nadja declarou ainda nas audiências ter sido informada de que a probabilidade de infectar alguém ou de desenvolver a doença ser mais ou menos zero: "Por essa razão, escondi esse facto até do meu grupo de amigos, porque não queria que a minha filha fosse estigmatizada. Disse aos membros da banda porque confiava neles, mas nunca o tornei público, por recear que significasse o fim da banda."
Anteontem, nas alegações finais, tanto o advogado de acusação como o de defesa pediram dois anos de pena suspensa para Nadja. O advogado de defesa, Oliver Wallasch, disse que Nadja reconheceu ter sido "irresponsável", mas invocou o princípio da responsabilidade partilhada numa relação sexual. Por sua vez, o advogado de acusação, Peter Liesenfeld, reconheceu que Nadja "mostrou consciência da sua culpa". E o juiz, por fim, considerou que merecia uma sentença pouco severa por ter confessado o seu comportamento irresponsável, expressado remorso e "aprendido a ser responsável e a lidar com a doença".
Riscos da criminalização
Ela ficou satisfeita com a pena aplicada, disse o seu advogado no final. "Tivemos um julgamento muito justo e rápido. O objectivo da minha cliente era ter uma sentença com pena suspensa e o resultado foi esse", comentou. "Foi um ponto de viragem na vida dela, agora que sabe que não será presa. A sua reacção foi emotiva porque é o fim."
Mas as associações de apoio a pessoas com o VIH continuam a fazer muitas críticas a tudo o que se passou, a começar pela forma pública como foi detida. Têm considerado este julgamento como uma "caça moderna às bruxas", que fomenta a estigmatização, e alertam para os riscos de criminalizar a transmissão do vírus.
Para Marianne Rademacher, porta-voz da organização alemã de luta contra a SIDA, a AIDS-Hilfe, os parceiros de Nadja também têm a sua quota-parte de culpa: "Se a responsabilidade da prevenção é posta inteiramente sobre as pessoas com VIH, não estamos a reconhecer a responsabilidade conjunta de duas pessoas."
Antes de ser conhecida a sentença, o porta-voz da Fundação Alemã contra a SIDA, Volker Mertens, falava dos riscos da criminalização, citado pela AFP: "Estamos preocupados com os resultados deste julgamento por poder passar a mensagem de que não se deve fazer o rastreio do VIH, porque se não se souber não se é responsabilizado."

CRISTO REDENTOR TERÁ ILUMINAÇÃO ESPECIAL PARA LEMBRAR A SEMANA DE COMBATE ÀS HEPATITES















18/05/2011 - 16h

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ganhará nas noites desta quinta e sexta-feira, uma iluminação em vermelho e amarelo para chamar a atenção sobre a semana de combate às hepatites. A nova iluminação é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) com o apoio da Arquidiocese do Rio do Janeiro.

Estarão presentes na cerimônia no alto do Corcovado, o padre Omar Raposo, que fará a bênção à campanha; o presidente da ABPH, Humberto Silva, representantes da área de saúde, entre outras autoridades.

Só no Brasil existem oficialmente seis milhões de pessoas com hepatite dos tipos B e C, as formas mais graves da doença. No mundo são cerca de meio bilhão de portadores do vírus.

"A doença é chamada de assassino silencioso, pois se desenvolve durante vários anos sem dar nenhum sintoma, provocando cirrose e até câncer de fígado", diz Humberto.

Para ele, tão importante quanto alertar sobre a doença e sua proliferação é comunicar à população que existe tratamento e cura. "Nosso maior objetivo com este ato é iluminar a consciência dos brasileiros, para que realizem testes de detecção do vírus, excluindo o Brasil do altíssimo índice de pessoas que ignoram estar infectados", ressalta.

Durante a Semana Mundial das Hepatites, de 19 a 26 de maio, haverá diversos pontos gratuitos para teste de sangue, com resultados imediatos, em todo o território brasileiro. Para fazer o teste, basta procurar um posto de saúde e solicitar o exame de detecção das hepatites B e C.

Redação da Agência de Notícias da Aids

Dica de entrevista:

Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite
Assessoria de imprensa: Bansen & Associados Comunicação
Tel.: (0XX11) 5539-2344

DESPREPARO DE PROFISSIONAIS DIFICULTA COMBATE AO HIV APÓS EXPOSIÇÃO SEXUAL AO VÍRUS
















18/05/2011 - 19h

Há cerca de dois meses um homem soronegativo que estava de passagem por Santa Catarina foi a uma unidade especializada em aids porque a camisinha tinha rompido durante a relação sexual com uma mulher que vive com HIV. “Não sabíamos como atendê-lo, estávamos despreparados. Orientamos que ele procurasse assistência em Curitiba, onde mora”, conta uma enfermeira que trabalha no local. Ela concedeu entrevista sob a condição de anonimato.

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, para diminuir as chances desse usuário se infectar pelo vírus da aids, ele deveria começar um tratamento com antirretroviral, por tempo determinado, o mais cedo possível, até o limite de 72 horas depois da situação de risco. Esse é o intervalo de tempo entre o contato com o HIV e a efetiva infecção.

A enfermeira catarinense diz que sabia do protocolo. Mesmo assim, afirma que depois de uma reunião com funcionários e a coordenadoria municipal de DST/Aids, a equipe decidiu não fornecer o tratamento. “Como o recebimento de remédios é realizado mensalmente e em número exato para as pessoas que já estão doentes, ficamos com receio de que outro paciente ficasse sem o medicamento”, afirma.

O farmacêutico Marcos Luiz de Carvalho, de um Centro de Testagem e Aconselhamento em Ponte Nova (MG), conta que dois hospitais de referência – um no município em que ele atua e outro em Viçosa - estão concentrando o atendimento de 19 municípios da microrregião. “Dependendo da cidade em que a pessoa mora, leva até uma hora para se deslocar”, explica.

Segundo Marcos Luiz, no próximo dia 25 haverá uma reunião regional para explicar o procedimento de profilaxia a outros municípios para que eles também o executem. “Até agora tivemos em Ponte Nova três usuários com essa demanda. Dois eram de outras cidades.”

Governo federal alega que informou Estados

Segundo Ronaldo Hallal, coordenador do grupo de especialistas que define o consenso terapêutico brasileiro para a aids, em abril do ano passado o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais reuniu-se com representantes estaduais para que eles criassem redes de atendimento. “Adiantamos que haveria a publicação da diretriz sobre esse tipo de profilaxia”, declara.

Mesmo assim, Ronaldo reconhece que os profissionais ainda estão se adequando. “Em algumas regiões do país há uma demora maior, mas isso é compreensível levando em conta o tamanho e as diversidades do Brasil.” Segundo ele, o governo está preparando um material informativo para a sociedade civil e tirando dúvidas dos profissionais de saúde.

O integrante do Departamento de Aids garante que a profilaxia contra HIV depois de relação sexual de risco não prejudica o acesso dos doentes de aids a antirretrovirais, seja nacional ou localmente. “Temos um controle de estoque impedindo que isso aconteça”, explica.

Entenda a profilaxia

O início da profilaxia ao HIV para pessoas que tiveram relação sexual de risco foi definido em conjunto por representantes dos comitês assessores para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Antirretroviral em Gestantes.

O atendimento inclui o acolhimento do usuário, avaliação da circunstância da exposição ao vírus da aids e do risco de transmissão. Segundo a diretriz, o profissional deve reforçar à pessoa que está atendendo a importância do uso da camisinha nas relações sexuais.

A decisão sobre o início do tratamento temporário com antirretrovirais depende de três questões: o tipo de exposição ao vírus (anal, vaginal, oral), o status sorológico e o pertencimento ou não do parceiro ou parceira a grupos mais vulneráveis, como homens gays e profissionais do sexo. Caso o tratamento seja indicado, deve haver acompanhamento clínico-laboratorial por seis meses.



Fábio Serrato, de Curitiba


O repórter Fábio Serrato cobre o evento com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde


Dica de Entrevista


Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Assessoria de Imprensa
Tel: (0XX61) 3306-7051/ 7033/ 7010/ 7016/ 9221-2546

MULHERES COM HIV DIZEM QUE FALTA ACONSELHAMENTO PARA PREVENÇÃO. CONSEQUÊNCIA DAS DST NESSE PÚBLICO É FOCO DE CONGRESSOS QUE COMEÇAM NESTA QUARTA-FEIRA





















18/05/2011 - 10h

As dificuldades de gestação e as mudanças no corpo por causa da lipodistrofia - acúmulo desigual de gordura - são questões que afetam fortemente as mulheres com HIV, segundo ativistas entrevistadas. O assunto será debatido durante o 8º Congresso da Sociedade Brasileira de DST, 4º Congresso Brasileiro de Aids e 1º Congresso da Associação Latino Americana e Caribenha Contra as DST, que começam nesta quarta-feira e seguem até o dia 21 em Curitiba (PR).

A pedagoga e integrante do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas, Nair Brito, diz que as mulheres estão totalmente vulneráveis à coinfecção com outras doenças eà reinfecção pelo HIV. "Não existe aconselhamento eficiente de prevenção. Os serviços estão sucateados”, diz. “O que temos de efetivo é o fornecimento de antirretrovirais, nada mais que isso", critica.

Quem também revela queixas sobre aconselhamento é a psicóloga do GIV (Grupo de Incentivo à Vida) e professora do curso de obstetrícia da USP-Leste, Bete Franco. "Por meio de uma pesquisa de iniciação científica, uma aluna entrevistou mulheres logo após o parto delas. Algumas nem sabiam que haviam sido testadas para HIV", explica. "Tão importante quanto fazer o exame é aconselhar as mulheres a se prevenirem", conta. A pesquisa foi realizada pela estudante Amanda Reis em 4 hospitais e 141 maternidades da zona Leste de São Paulo.

Para a ativista Jenice Pizão, que já foi assessora técnica da Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e de Direitos Humanos do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, existe muita teoria e pouca prática do poder público. “Apesar de haver, por exemplo, orientações do Ministério da Saúde sobre tratamento para lipodistrofia, o que acontece na prática é apenas a cirurgia de reparação facial”, diz.

Outra ação que "não acontece", na avaliação de Jenice, é a reprodução assistida para casais sorodiscordantes ou soropositivos. "No Estado de São Paulo existe esse serviço, mas no restante do Brasil a situação é bem mais difícil".

Sobre os congressos

Os eventos que serão realizados esta semana em Curitiba têm organização da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis. O objetivo principal é divulgar aos profissionais da saúde do Brasil o que há de mais atual em prevenção, diagnóstico e tratamento de DST, HIV e aids. O programa dos eventos também irá sugerir ações para implementar o combate à epidemia.

A Agência de Notícias da Aids acompanhará o evento com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Fábio Serrato

Dica de Entrevista

Nair brito:
brito.nair@gmail.com

Bete Franco
GIV
Tel.: (0XX11) 5084-0255 / 5084-7465

Jenice Pizão
Tel.: (0XX19) 9146-2558

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA GRIPE É PRORROGADA EM QUASE TODO O PAÍS





15/05/2011 - 15h20

Sem alcançar a meta prevista, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios mantenham campanha de vacinação contra a gripe. Cabe a cada gestor local decidir o prazo e os locais onde o público-alvo (crianças com menos de 2 anos de idade, idosos, gestantes, profissionais de saúde e índios) pode se vacinar. O Distrito Federal e 19 estados já anunciaram a prorrogação da campanha.

Até as 18 horas desta sexta-feira (13), oficialmente o último dia da campanha nacional, mais de 18 milhões de pessoas haviam se vacinado, o equivalente a 60,24% do público-alvo, de acordo com balanço do ministério. O governo esperava imunizar 80% (cerca de 24 milhões de pessoas).

Os maiores percentuais de cobertura, acima de 60%, foram registrados entre idosos, crianças e trabalhadores do setor de saúde. Já entre as gestante e os indíos, o percentual ficou abaixo de 40%.

Apesar de não ter alcançado a meta, o ministério argumentou que o resultado é o segundo melhor dos últimos cinco anos, perdendo somente para 2008, que atingiu 65,35% de cobertura nacional. Nos anos anteriores, foram vacinados apenas idosos e indígenas. A partir deste ano, gestantes, crianças e os profissionais de saúde entraram na lista dos grupos prioritários.

Em 12 estados, a vacinação permanece por mais uma semana, até o dia 20 de maio: Pernambuco, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Sergipe e Espírito Santo.

No Amazonas, a campanha também foi prorrogada até o dia 20 nas cidades, mas nas áreas rurais e aldeias, a vacinação vai até o dia 31. Em Minas Gerais, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a decisão de prorrogar ou não a campanha depende das prefeituras. Belo Horizonte decidiu estender a vacinação até o dia 20.

Mato Grosso, Tocantins e Distrito Federal vão manter acampanha até 27 de maio. Em Roraima, a vacinação vai até o dia 26 e, no Acre, até o dia 30 de maio. Na Paraíba, as pessoas podem procurar os postos de saúde até 10 de junho e no Ceará, até 13 de junho.

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação segue nas cidades onde a meta não foi atingida e cada município definirá a data de encerramento da ação. Na Bahia, a Secretaria Estadual de Saúde informou que não haverá prorrogação, mas recomendou aos municípios que mantenham o esforço de vacinação.

A Agência Brasil não conseguiu contato com as secretarias de Saúde do Maranhão, Amapá, Pará e de Rondônia.

A vacina protege contra os vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2010, entre eles o Influenza H1N1, responsável pela influenza A (H1N1) - gripe suína. A vacina é contraindicada para quem tem alergia a ovo ou apresentou reações a doses anteriores da vacina contra gripe.

Fonte: Agência Brasil

Camisinha feminina é mais uma opção de prevenção

















Um dos capítulos da novela Insensato Coração, da Rede Globo, a personagem Alice (Paloma Bernardes) e o namorado Vinicius Amaral (Thiago Martins), traz uma cena em que o rapaz perde a ereção do pênis na hora de colocar a camisinha. Situação que se repete inúmeras vezes na vida real de muitos brasileiros.

Muitos homens relatam que a camisinha masculina aperta o pênis e faz perder a ereção e a sensibilidade durante a relação sexual. A sexóloga Rose Villela explica que isso acontece por causa da ansiedade e o nervosismo que resulta na perda de ereção do pênis e na sensação de incomodo da camisinha.

Para essas situações, a sexóloga recomenda o uso da camisinha feminina. "É mais uma opção de prevenção eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis e contracepção e, assim, a mulher não precisa abrir mão de se proteger", alerta.

O Brasil distribui a camisinha feminina gratuitamente em serviços públicos especializados, como insumo estratégico de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV. Para 2011, o Ministério da Saúde deve oferecer 40 milhões de preservativos femininos.

Para os homens que sofrem com este problema, a sexóloga dá uma dica: testarem com suas parceiras a camisinha feminina, que pode ser colocada antes das preliminares, o que alivia o nervosismo e a ansiedade. Com material mais fino é também uma opção para os homens que reclamam da perda de sensibilidade.
postado por silmara leenda às 16:19

"Ponto fraco" do HIV abre caminho para vacina



AIDS - Ação Anti AIDS
Written by Republicado por Cláudio Santos de Souza
Saturday, 02 April 2011 20:20
AIDS| Vacina Contra a AIDS

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, revelam ter encontrado uma região do vírus vulnerável à ação de anticorpos humanos
Max Milliano Melo

Segundo a mitologia grega, Aquiles era um guerreiro protegido pelos deuses. De acordo com a tradição, ele teria sido mergulhado no Rio Estige, o que teria tornado seu corpo inatingível. O herói só foi derrotado quando seus inimigos descobriram seu único ponto fraco: o calcanhar (a única parte do corpo que teria ficado de fora do mergulho no Estige).

Década após década, o vírus HIV tem se comportado como uma espécie de Aquiles. As mais diversas formas de combate à infecção já foram tentadas, sem nunca conseguirem impedir a contaminação pelo vírus causador da AIDS, doença que atinge cerca de 60 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, porém, anunciaram ontem ter descoberto o calcanhar de aquiles do HIV. Segundo os pesquisadores, uma região do vírus conhecida como V3 loop é vulnerável à ação de algumas células do sistema de defesa do organismo. No teste com macacos, 100% dos animais ficaram imunizados depois de ingerirem os anticorpos que agem especificamente nessa região do vírus.

Os pesquisadores suspeitaram que a região poderia ser a chave para o desenvolvimento de uma vacina quando perceberam que, quando o vírus era atacado nesse ponto, não conseguia infectar as células e acabava morrendo.

"Nossos colaboradores tinham isolado um anticorpo que foi capaz de se ligar ao V3 loop e foi aí que começamos nossos primeiros experimentos", conta a pesquisadora de Harvard Ruth Ruprecht, em entrevista ao Correio.

"O anticorpo bloqueou totalmente a replicação do HIV nos testes feitos em células em cultura, o que nos deixou animados para prosseguir a pesquisa", completa a coordenadora do estudo, publicado na edição de abril do periódico especializado PLoS One.

Apesar de ser genericamente chamada apenas de AIDS, a doença possui centenas de variações. As variáveis são agrupadas em subtipos, os chamados clados.

No estudo americano, foi utilizado o subtipo C.

A escolha não foi aleatória. É essa variação da doença a responsável por cerca de 60% dos casos ao redor do mundo, em especial na África subsaariana, onde a doença é endêmica.

"Nós já sabiamos que os anticorpos agiriam no tipo AG, pois essa era a variação da doença que o paciente doador dos anticorpos tinha", conta Ruth.

O desafio dos pesquisadores era descobrir se o mesmo efeito ocorreria em outras variantes da doença, condição essencial para o desenvolvimento de uma vacina que seja completamente segura e mais amplamente eficaz.

O segundo passo foi fazer o estudo com cobaias. Foi escolhida uma espécie de macaco asiático, por sua semelhança genética com os humanos. Os pesquisadores injetaram os anticorpos humanos em metade do grupo de animais. Posteriormente, todos os indivíduos foram submetidos ao vírus HIV.

Entre aqueles que receberam os anticorpos que agem na região V3 loop, nenhum foi infectado pelo vírus, mesmo se tratando de um clado diferente daquele que o anticorpo foi originalmente produzido para combater - nesse caso, o tipo AGH.

Foi a primeira vez que a contaminação pelo vírus foi barrada em testes com animais.

Apesar disso, os pesquisadores recomendam cautela. Um dos problemas encontrados na pesquisa é o baixo período de imunização, pois poucos dias depois das doses de anticorpos os macacos voltaram a ficar desprotegidos contra o HIV. "De qualquer forma, é um grande passo para o desenvolvimento de uma vacina contra a AIDS", opina a pesquisadora americana.

Barreiras

Um dos grandes empecilhos para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus é o caráter mutante da doença.

Basta que uma terapia tente combater o HIV que ele sofre uma espécie de mutação, mantendo-se imune à ação do sistema de defesa humana. Essa é uma das razões para os pesquisadores acreditarem que as terapias que miram especificamente a região V3 loop sejam tão promissoras.

"Essa é uma região que, independentemente das mutações que o vírus venha a sofrer, permanece intacta. Assim, não há a possibilidade de uma modificação na estrutura do HIV tornar uma vacina desse tipo ineficaz", explica Fausto Stauffer, virologista e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

Outra vantagem apontada por Stauffer para a estratégia que mira essa região do vírus é a sua função no momento que o HIV ataca a célula.

"A V3 loop integra a superfície do vírus e tem uma função importante no processo de ligação do vírus com a célula humana", explica o especialista.

Assim, se o anticorpo age no momento em que a célula está sendo infectada, ele impede sua contaminação sem causar danos ao corpo humano. "É uma estratégia que não tem efeitos colaterais", completa o pesquisador.
O próximo passo da pesquisa de Harvard é justamente criar um método de focalizar as respostas do sistema imunológico do corpo no calcanhar de aquiles do vírus.

O teste em humanos também deve ser demorado. Diferentemente do que foi feito com as células e com os macacos, não é viável expor intencionalmente pessoas ao vírus.

Nesse caso, é preciso usar os anticorpos e monitorar os pacientes durante anos, até obter dados concretos sobre quais foram infectados e quais não.

Quanto tempo isso vai demorar? "Essa é uma questão importante e que, infelizmente, ainda é difícil de responder neste momento", afirma a pesquisadora de Harvard Ruth Ruprecht.

O estudo

Entenda a pesquisa da Universidade de Harvard que encontrou uma região do vírus causador da AIDS vulnerável à ação de anticorpos humanos.

» Os pesquisadores já sabiam que um tipo específico de anticorpo, quando atinge uma região do vírus conhecida com V3 loop, consegue destruí-lo, impedindo a contaminação das células.

» O desafio era saber se o mesmo efeito ocorre quando o anticorpo atinge a região V3 loop de outros tipos de vírus. A imensa quantidade de variantes do vírus é um dos empecilhos para a criação de uma vacina contra a doença.

» O primeiro passo da pesquisa foi a produção de um anticorpo monoclonal, ou seja, um preparado de milhões de anticorpos idênticos retirados de um paciente portador do HIV da variante AG da doença.

» Os pesquisadores aplicaram, em laboratório, esses anticorpos em células expostas ao HIV do tipo C, que responde por 60% dos casos do mundo e para o qual os anticorpos não estavam originalmente preparados para combater.

» O resultado foi positivo: quando os anticorpos atacaram a região V3 loop do vírus, eles conseguiram barrar a contaminação das células, mesmo não se tratando do subtipo AG, o que estavam preparados para combater.

» O passo seguinte foi realizar o mesmo procedimento em cobaias. Um grupo de macacos asiáticos, após receberem doses de anticorpos, foram expostos ao vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Símia, uma variação do HIV que infecta macacos. O vírus possui V3 loops semelhantes aos contidos no HIV humano.

» Nenhum dos macacos que recebeu a dose de anticorpos foi contaminado pela AIDS símia. Os macacos que não receberam os anticorpos, por sua vez, viveram uma situação inversa: todos contraíram o HIV.


CORREIO BRAZILIENSE - DF | SAÚDE

Vigílias pelas vítimas da aids acontecem no Rio de Janeiro e Mato Grosso neste domingo 14/05/2011 - 17h









No dia 15 de maio, das 16h às 18h30, a Pastoral da Aids - Regional Leste 1 em parceria com a Pastoral da Aids da Arquidiocese do Rio de Janeiro vai realizar a 28ª Vigília pelos Mortos de Aids, no Santuário do Cristo Redentor por ocasião dos 80 anos do monumento.

Também no domingo, pela manhã, em Cuiabá, Mato Grosso, o "Movimento pela Vida", entidade multidisciplinar que desenvolve ações de ajuda e mobilização junto à sociedade, realiza uma vigília na praça da República. O ato é para lembrar as vítimas da doença e alertar a população para os riscos da epidemia.

O ato público começa às 8h30, com panfletagem e abordagens visando à reflexão da população.

O movimento é realizado desde 1983 por pessoas e instituições que se unem no mundo inteiro para celebrar, no 3º domingo de maio, a "Vigília pelos mortos por causa da aids". "Nesta vigília, queremos fazer memória de nossos irmãos e irmãs que partiram, nos solidarizar com seus familiares e rezar com quem vive com HIV", explica Carlos Simões, presidente da associação.

Recife

Um grande laço vermelho, símbolo da luta contra o HIV/AIDS, chamou a atenção de quem passou, ontem à tarde, em um dos pontos mais movimentados do Centro do Recife, a Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio. Dezenas de pessoas foram participar da 9ª edição do Candlelight, uma vigília em memória dos que morreram soropositivos. O ato foi, também, uma oportunidade para que portadores do vírus e familiares reivindicassem melhorias no atendimento público de saúde a pacientes infectados.

De acordo com o Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP ), até fevereiro deste ano, mais de 6 mil pessoas morreram em decorrência das complicações causadas pelo vírus no estado. Outras 15,5 mil convivem com o HIV/AIDS. "Nosso objetivo é lembrar nossos amigos e parentes que morreram lutando para que tivéssemos nossos direitos garantidos. Direitos esses que muitas vezes são negados por sermos soropositivos", disse o coordenador do GTP , Wlademir Reis, ao Diário de Pernambuco.


Redação da Agência de Notícias da Aids