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Vírus mutante remove medicamento que impede sua reprodução













Pesquisadores descobrem como HIV se torna resistente a medicamento

Pesquisadores da Universidade Estadual de New Jersey, nos Estados Unidos, descobriram como o HIV-1, um dos vírus que causam a AIDS, se torna resistente ao AZT, um dos medicamentos mais usados contra a doença.
Em um estudo publicado no periódico Nature Structural & Molecular Biology, os pesquisadores mostraram que o vírus sofre uma mutação que o permite remover o AZT. O AZT funciona impedindo a reprodução do vírus ao inibir a enzima transcriptase reversa. É esta enzima que permite que o vírus transforme RNA (ácido ribonucleico) em DNA e se reproduza. O vírus com mutação usa uma proteína chamada ATP, molécula que transporta energia dentro das células, para remover o AZT. A mutação já era conhecida, mas ainda não se sabia como o vírus driblava o AZT. A descoberta pode levar à produção de drogas mais eficazes contra a AIDS.

VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA EM 3D

















À primeira vista, poderia passar por um pedaço de crochê, uma bola macia cinza e laranja. Mas sua contraparte no mundo real é muito mais destrutivo: ele alega que cerca de 2 milhões de vidas por ano e tem causado mais estragos do que algumas guerras mundiais.

ilustração vencedora Ivan Konstantinov HIV reduz a simplicidade enervante. Sua equipe na Ciência Visual Company em Moscou passou meses vasculhando as últimas pesquisas, compilação de dados de mais de 100 artigos e montagem das informações em uma imagem coerente de uma partícula do HIV 100 nanômetros. Descrevem as proteínas em apenas duas cores básicas: Gray é igual a de acolhimento, a laranja é igual a vírus.



Além do esquema de cores gritante, a imagem da partícula se abriu para revelar seu núcleo viral se profundamente abalou o grupo, diz painel de juízes membros Tom Wagner: "Você tem essa boca aberta que quase parece que está pronto a comer-lhe o maneira como a SIDA está a corroer a sociedade. "

Outros exames usados no tratamento de HIV/AIDS

A contagem de células-T CD4 não é um exame de HIV, é mais um procedimento em que o número de células-T CD4 em um microlitro de sangue é contado em um teste laboratorial médico padrão, depois de uma retirada de sangue.
Este exame não checa pela presença do HIV. Ele é usado para monitorar a função do sistema imunológico em pessoas de HIV positivo. Em tais indivíduos, a AIDS é oficialmente diagnosticada quando a contagem cai para abaixo de 200 células ou quando certas infecções oportunistas ocorrem. Este uso como critério de AIDS ocorreu em 1992; o valor de 200 foi escolhido porque ele correspondeu com uma probabilidade aumentada de infecções oportunistas. Baixos níveis de contagem de CD4 em pessoas com AIDS são indicadores de que devem ser instituídas profilaxias contra certos tipos de infecções oportunistas.

HIV-1 e HIV-2: conheça a diferença entre os vírus que causam a Aids
















Estudo da Fiocruz confirmou a presença do tipo de vírus em 15 pacientes no Brasil


O vírus HIV-2, um segundo tipo do organismo que causa a Aids, teve sua presença confirmada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz, durante o II Congresso de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, nesta semana. Encontrado em 15 pacientes, o vírus tem uma taxa de replicação menor e, por isso, pode ser considerado como uma versão mais “lenta” (mas também fatal) do HIV-1, o mais conhecido no país. O achado tem um impacto direto na questão do tratamento oferecido pelo governo federal, uma vez que o HIV-2 é resistente aos antirretrovirais do tipo não-nucleosídeos – uma das classes medicadas no Brasil.

“Os dois têm a mesma ação no organismo humano, mas o HIV-2 produz menos partículas virais que o HIV-1. Como não há tanta partícula no organismo da pessoa infectada, a possibilidade de transmissão é menor, mas ela existe”, explica Ana Carolina Vicente, chefe do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos da Fundação Oswaldo Cruz e líder da pesquisa. Isso significa que, ao ser contaminada, a pessoa demora mais a desenvolver a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

De acordo com Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o vírus já tinha sido identificado no país anteriormente. “A novidade é que, pela primeira vez, ele foi caracterizado genotipicamente. A descoberta não representa um risco maior à população”, salienta. No Brasil, o HIV-2 ainda representa uma parcela pequena da população infectada. As formas de contágio, no entanto, continuam sendo as mesmas: contato sexual, pelo sangue e de mãe para filho, durante a gestação.

Mais frequente nos países ao norte da África, o vírus HIV-2 pode significar um risco extra às pessoas que já possuem o HIV-1. “Se imaginarmos que a infecção atinge diretamente nosso sistema imunológico, com o contágio dos dois vírus, nosso sistema de defesa será bombardeado por dois agentes”, comenta Ana Carolina. Como os vírus convivem em sintonia e se multiplicam simultaneamente no organismo, o contágio, chamado de infecção conjunta ou superinfecção, ocorre também com subtipos do HIV-1, classificados com letras de A a H (no Brasil, os subtipos mais comuns são o B, C e o F). Por isso, os especialistas são unânimes no alerta: a prevenção com camisinha deve ser usada pelos soropositivos mesmo em relações com outras pessoas soropositivas.

GESTAÇÃO E HIV (vírus da imunodeficiência humana)














Todas as gestantes devem realizar testes para identificação da infecção pelo vírus HIV. É um exame de rotina na avaliação pré-natal. Este exame é particularmente importante pois existem tratamentos que comprovadamente reduzem a chance de transmissão perinatal (durante a gravidez, parto, amamentação).
Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que são portadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através da amamentação.


COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?

Mediante exame de sangue (soro ou plasma) são identificados anticorpos contra o vírus HIV - Anti-HIV. Testes positivos são reconfirmados.
A identificação de gestantes positivas para o HIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) e neonatal (logo após o nascimento).


COMO SE TRATA?
Gestantes portadoras do vírus HIV são acompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamento medicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.
Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIV são tratados após o nascimento.
A mãe deve ser orientada a não amamentar o recém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite materno devem ser instituídos.

Como surgem os anticorpos que os testes de HIV pesquisam ?

Quando o vírus HIV entra no organismo o complexo sistema imunológico começa a agir para se defender, então, “cria” os anticorpos para combater o agente viral, e são eles, os anticorpos, que os exames de triagem detectam, sua presença confirma a existência do vírus propriamente dito. O aparecimento de anticorpos no soro de indivíduos infectados tornam-se detectáveis após curto período de tempo. Alguns métodos pesquisam diretamente o vírus, cultura do vírus e detecção por genotipagem.



Sobre Janela Imunológica


Janela biológica ou imunológica intervalo entre a infecção pelo vírus da aids e a detecção de anticorpos anti-HIV pelos exames tradicionais. Segundo o consenso para terapia anti-retroviral em adultos infectados pelo HIV (2008), no item métodos de diagnóstico da infecção pelo HIV, destaca:
O período total para a detecção de anticorpos, isto é, a janela imunológica, é a soma do período de eclipse (sete dias) e do período de detecção de anticorpos anti-HIV da classe IgM (22 dias), ou seja, em média 29 dias, já que em torno de 90% das infecções são detectadas nesse período.
Se um teste de detecção de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há possibilidade de um resultado falso-negativo, caso a pessoa esteja infectada pelo vírus. Portanto, se o teste for feito no período da janela imunológica e o resultado for negativo, é necessário realizar um novo teste, dentro de dois meses, como segurança, pois como visto anteriormente em 29 dias 90% soroconvertem e com 45 dias 99,99% sofrem a viragem sorológica se a pessoa estiver realmente infectada.
Quanto tempo depois de uma relação de risco deve ser feito o teste e onde procurar

O ministério da saúde recomenda que o teste anti-HIV seja realizado 60 dias após uma provável infecção. A rede SUS oferece o exame grátis nos postos de saúde ou CTAs – Centro de Testagem e Aconselhamento, pesquise aqui se existe na sua cidade, caso contrário, procure um serviço de saúde do SUS no seu município e exija a realização do teste, existe uma equipe para esclarecer suas dúvidas e realizar todo procedimento com sigilo.
Quanto aos testes de 4ª geração que detectam o antígeno p24 e anticorpos anti-HIV, capazes de reduzir o tempo de detecção “No entanto, é importante investigar, que em caso de reatividade nesses testes, se a mesma é inerente à presença de anticorpos realizando-se os testes confirmatórios, uma vez que o diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na soroconversão completa”.
O diagnóstico da infecção pelo HIV e regulamentado pela Portaria de Nº 59/GM/MS, de 28 de janeiro de 2003. Depois desta portaria os testes não-reagentes ou negativo, terão seu resultado definido como ” Amostra Negativa para HIV “. Outras publicações sobre HIV podem ser encontradas neste texto do blog e no site do MS.
Para pessoas que trabalham com a rotina de realização de exames de HIV, sejam testes rápidos, ELISA ou MEIA, uma proposta de curso para treinamento bastante interessante é o Telelab, já comentei sobre ele em outro post.
Para evitar passar por situações de risco, não só com relação ao contágio de HIV, mas com todas as outras DSTs, use sempre o preservativo, camisinha em todas as relações é a melhor solução.